8 de maio de 2007

FESTIVAL EUROVISÃO DA CANÇÃO


Este ano é que vai ser! Basta ver este ensaio para nos rendermos à complexidade da música, à subtileza da coreografia. Numa palavra ao melhor que o Emanuel já nos deu.
Bem hajam!

ps: parece que já retiraram o vídeo. Já não vai dar para ver os leques. Os interessados, podem, contudo, ter um aperçue da coisa multilingual.
NESTE PAÍS DE CAGANÇA

o ditado mais certo é o que diz: "quanto mais nos baixamos mais nos aparece o cu".
Qual voluntariado? Qual ajuda desinteressada? O meu conselho aos portugueses mais novos é que se façam sempre pagar. Que se armem. Que falem com o nariz no ar e segurança nos gestos, mesmo quando não perceberem nada de um assunto. É a
unica maneira de serem respeitados aqui na nossa quintazinha.
Tudo o resto é conversa.

7 de maio de 2007

ELEIÇÕES

Da França criativa ou simplesmente sensata chegam-me sms de tristeza. A vitória de Sarko significa para mtos milhões de franceses um tempo escuro. A espera entre as batalhas que se travarão contra a "moral", a "imigração justa" e tudo o que se vai esforçar para enterrar o maio de 68. A verdade é que o candidato teve a vida facilitada ao confrontar os eleitores com uma mulher de poucas ideias, que ainda por cima lida mal com as indicações dos consultores de imagem, mexendo as mãos para um lado e para o outro como uma boneca mecânica, nas entrevistas ou sorrindo como se estivesse drunfada depois de perder as eleições... Obviamente que para se ser um bom presidente não é preciso ter prestações televisivas perfeitas. Mas a candidata passou à maioria dos franceses a imagem de ter poucas ideias. Sendo verdade, ou não
Aos amigos que ali vivem, os meus votos de bon courage. Não há mal que sempre dure.

Também na Madeira houve qualquer coisa este fim-de-semana. Não percebi bem o que era, mas no telejornal vi o Alberto João com ar de Emanuel vitorioso a sair de um concerto pimba, E, ainda mais misteriosamente, um pittbull (literalmente) a segurar a bandeira do psd nos dentes...
Fosse lá o que fosse saiu do bolso aos contribuintes nacionais.

2 de maio de 2007


A GRANDE DÚVIDA...



"Meu Deus, o que fazer?", pergunta o actual executivo, a propósito da questão do tabaco. Segundo as últimas estimativas apenas 82% dos portugueses estão de acordo com a proibição nos espaços públicos. 28% estão indecisos ou contra. Uma decisão difícil para um regime democrático, ter apenas 2/3 a favor de uma decisão.
Morrem em Portugal, mais de 3000 pessoas por ano devido a doenças relacionadas com o consumo de tabaco. Activo e passivo. Muitos milhares gastam o erário público no tratamento de doenças cardiovasculares e respiratórias crónicas. Mas ainda assim..., hmmm.., não sei bem o que se deveria fazer.
O PSD também está sensível para a questão vindo alertar que isto deveria ser como em Espanha: nos restaurantes e discotecas, quem quisesse proibia, quem não quisesse deixava andar. Boa ideia. Viu-se o resultado espanhol.
O mais divertido desta tragédia é o acenar com o fantasma do abandono da frequência dos estabelecimentos. "Se me proibirem de fumar para cima dos outros, nunca mais cá volto". E os ingénuos acreditam. E os que ganham com isso, fingem acreditar. Sugeria que se olhasse para a Irlanda, onde há menos de 2 anos ninguém conseguia imaginar um pub irlandês sem uma densa nuvem de fumo. Hoje, os bares estão cheios de gente não-fumadora que se diverte como dantes. Quase só os estrangeiros se forçam a ir à rua matar o vício.E em Itália a mesma coisa e por aí fora.
Em Portugal "estuda-se o assunto". Na melhor das hipóteses, só lá para o Verão (o que quer dizer com os atrasos: "depois do Verão") é que a lei poderá ser aprovada. E entrará em vigor, um ano depois. O que é o mesmo que dizer, depois das próximas eleições legislativas.
O que interessa se 82% dos portugueses querem uma mudança, quando estão em jogo os interesses de tanta gente e as reacções nervosamente viciadas de jornalistas, políticos e "opinion makers" que influenciam o voto. Além de que os próprios legisladores são viciados. O que é o mesmo que pedir a um grupo de prostitutas que proíba o sexo...

28 de abril de 2007

ESCLARECIMENTO
Só para avisar que o indivíduo de camisa branca e badge ao pescoço que tem sido visto a animar (diante de milhares de miúdos) as sessões de cinema do Indie Júnior, não sou eu. Sobretudo na parte em que ele dança ao som de "Speedy Gonzalez".
Trata-se na verdade do meu irmão gémeo, conhecido por não agir de acordo com os padrões de seriedade respeitosa que os portugueses tanto admiram.
Também lhe devem ser atribuídos alguns momentos em que foram feitas perguntas pouco formais aos convidados estrangeiros do mesmo festival.
Fica o esclarecimento feito.

22 de abril de 2007

TEMPOS FUGIT, ETC...
Entre congressos na UBI, reflexões sobre a confecção de tartes e a preparação e apresentações de sessões no Indie, não tenho tido tempo de actualizar o blogues. Sorry.
Mas o sol voltou, o país continua na sua alegre visão "mediocritas" e os cães ladram por tudo e por nada das varandas. Nada, portanto que valha a pena postar.
Até 29 de Abril, vou andar pela festa do cinema de Lisboa.
Volto assim que puder :)

15 de abril de 2007

AINDA O INDIEJUNIOR

Para a criançada e pais desesperados, o grupo de gente insensata que gosta de alegrar a vida aos baixinhos criou o blogue :)


Para dar uma ideia... digamos que o espírito é mais ou menos este:
01 Surfin' USA.mp...

12 de abril de 2007

O AUTO-DE-FÉ DO MENINO TONECAS

Está a ser bonito o auto-de-fé que se levantou contra o primeiro-ministro. Desta vez não foi acusado de comer à sexta-feira nem de ter sido visto à meia-noite a dançar nu nos bosques. Ainda assim,as razões para o pretenderem queimar são as mesmas usadas há quinhentos anos: estás a mexer no meu bolso, ou no meu poderzinho, ou nos meus privilégios concedidos por Deus.
Não tenho dúvidas que o lado mais negro dos portugueses acabará por o apanhar. Como sempre aconteceu ao longo da história. Algum Távora martirizado se há-de arranjar para justificar a heresia de vir dizer alto o que o homem da rua sempre disse. E pior: fazer.
Sócrates não percebe que os portugueses não querem que as coisas melhorem. Gostam da mediocridade e da miséria. Para cantarem o fado e continuarem a soletrar s-a-u-d-a-d-e.
Nem que para isso tenha que vir um sempre-em-pé dar-lhes vozinha.

11 de abril de 2007

INDIE JUNIOR


Como já vai sendo hábito, o INDIELISBOA dedica uma secção especial de filmes aos mais novos. O público entre os 3 e os 15 anos vai poder assistir a um conjunto de sessões especificamente seleccionadas por grupos etários. Entre 20 e 28 de Abril, no São Jorge e no Fórum Lisboa. Destaque para os concertos dos Coty Cream, nos dias 21 e 25 de Abril. A banda vai recriar ao vivo a totalidade da banda sonora do THE KID, de Chaplin.
Quem tiver filhos, irmãos e sobrinhos, faça favor.Informações aqui.

ps: outra alternativa é ir à cinemateca de Lisboa, onde a famíla Benard da Costa preparou como contraprogramação a "cinemateca júnior", nos mesmos dias. Os petizes vão ficar catitas a assistir a coisas que deram tanto trabalho a encontrar como "DUMBO" (em princípio não será em VHS...) e "ANIKIBOBÓ". Diria até ser caso de alguns largarem o jogo do eixo, da macaca ou do pião, abanarem a árvores das patacas e pedirem: "Ó paizinho, leve-nos a ver o animatógrafo!"...

8 de abril de 2007

GATOS (NESTA PÁSCOA)

Existo. No meio das plantas. Um olho em ti, o outro em mim.




Sabem mais do que nós. Sempre. Dormem e brincam. Mas de noite ficam activos. Desvaloriza-se muito o que acontece no escuro...

7 de abril de 2007




Quando se sai da cidade a terra parece que estica. Estica-se. Faz pontes entre a terra que é terra mesmo e o céu que é céu, com nuvens e ventos.
Por momentos pensamos ser outra coisa mais do que uma construção mental vestida conforme as épocas...


Por questões de sanidade mental vou, daqui para a frente, evitar-me de comentar Portugal. Vou fingir que não desprezo profundamente o momento histórico nem os seus intervenientes.
Caso contrário, seria a úlcera certa.
E com o tempo bom a aproximar-se, era o que mais faltava.

27 de março de 2007

WELCOME BACK DOUTOR SALAZAR

Hoje, falei para uma sala cheia de gente "da cultura". Enquanto a maioria enchia a mula no buffet do pago pelo teatro, procurei chamar a atenção para as trevas que se foram estendendo sobre nós, fruto do desprezo de tantos e tantos governos pela Cultura. No meio da chinfrineira e do barulho do mastiganço percebi uma coisa muito simples: está-se tudo a cagar. Querem o pão e o vinho sobre a mesa. De preferência via subsídio.
Hoje, de cima de um palco, desisti do meu país.
FOTOS - HALF PINAY




THE DEATH OF CAPTAIN AMERICA, 1941-2007





MY LAYER UNDERNEATH

26 de março de 2007

SEMPRE AS MESMAS PERGUNTAS

Ao encontrar fotos antigas de desconhecidos fico sempre a pensar: quem será, onde está, com que idade morreu? Porque aceitou ser fotografado?


25 de março de 2007

RAPIDINHAS
1. Enquanto escrevo, arrasta-se o programa GRANDES PORTUGUESES, na tv. Por mais voltas que se dê, tudo vai sempre parar ao Salazar. Não sei se ganhou a coisa ou não, mas que é o mais falado, isso...

2. Ainda na televisão, vejo mais um programa de humor do Herman. Repito o sentimento de estar perante alguma coisa de patético que me assolou nos anos 8o quando Nicolau Breyner tentava ter graça com travestis cantores.

3. Pedem-me para escrever sobre o teatro português. Não me lembro de nada de interessante. As palavras "pretensão", "tédio" e "umbigo" assolam-me.

4. Não há novidades com a árvore dos vizinhos de baixo. Ainda restam algumas flores e, como já vi melhor, só posso deduzir que se esteja a formar fruto.

23 de março de 2007

SILLY SEASON

Não tenho tido nada para colocar neste blogue, porque nada aconteceu. Está tudo suspenso. Como uma tarde pesada de calor, as nuvens em cima, a escurecerem de quando em vez o céu. E nós por baixo a abanarmo-nos com o que apanhamos à mão.
Da cozinha vem o ruído de conversas sobre impostos, aeroportos, reality shows de nerds e meninas imbecis. Mas nada disso conta...
A silly season chegou mais cedo, este ano.

17 de março de 2007

NÃO HÁ ANIVERSÁRIOS SEM PRENDAS...

E estas são todas para as crianças e jovens... nos anos 70.

1:



2

3: E para os menos novos...


4: e mais esta.

E como tudo tem de se pagar, uns momentos de publicidade